Pressão para adotar IA “pode dar azo a algum tipo de atalhos”
"Estamos num contexto em que a velocidade é premiada. E muitas vezes essa velocidade vai-nos fazer correr riscos", adverte Bruno Martinho, da Accenture, no sexto episódio do Podcast .IA.
A pressão para adotar inteligência artificial está a aumentar nas empresas, mas pode levar a decisões apressadas e a riscos mal avaliados. Num contexto em que os agentes de IA ganham autonomia e visibilidade, cresce também a tentação de acelerar a adoção para não ficar para trás. Mesmo quando faltam condições estruturais para o fazer de forma segura, adverte Bruno Martinho, Managing Director – Strategy & Growth PT Lead da Accenture, no sexto episódio do Podcast .IA (que pode ver no final deste artigo).
Apesar do discurso dominante sobre escala e criação de valor, a realidade é mais limitada. Um estudo global citado pelo responsável, com duas mil empresas, mostra que apenas uma minoria reúne os requisitos necessários — desde maturidade na gestão de dados a uma base digital sólida — para integrar a IA nos processos core de negócio. E só cerca de 8% estão efetivamente a fazê-lo.
Publicado originalmente no ECO