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Inês Lynce, a investigadora em IA que quer pôr a ciência portuguesa a correr em equipa

Primeira mulher a liderar o INESC-ID, Inês Lynce prepara arranque do SAIL, um projeto de 27,2 milhões com apoio europeu. Ao ECO, fala de IA, liderança e de uma ciência portuguesa mais cooperante.

Aos 45 minutos de entrevista, Inês Lynce pede uma pausa, mas não demora nem um minuto. “Desculpe, são as maravilhas da vida do campo. Estamos a fazer doce de figo, de figos apanhados esta manhã. De repente começo a ouvir a máquina a trabalhar e era preciso tirar um pau de canela”, conta a professora catedrática, especialista em inteligência artificial (IA). A interrupção coincide com o momento em que explica o que distingue a sua área, o “raciocínio automático”, dos modelos de linguagem que alimentam o Claude e o ChatGPT. Também no doce de figo, a supervisão humana mostra-se essencial.

A primeira mulher a presidir o INESC-ID — instituto de referência em Portugal nas Ciências da Computação e na Engenharia Eletrotécnica e de Computadores — aceitou falar com o ECO mesmo estando de férias. O que não é insignificante visto que faltam poucos meses para o arranque do SAIL, acrónimo de Sustainable Artificial Intelligence Laboratory, um projeto de 27,2 milhões de euros que pode bem ser o maior da sua carreira: “Como este é difícil vir a ter outro”, admite.

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Publicado originalmente no ECO

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