“Vou abrir uma garrafa de champanhe no dia em que ninguém me perguntar sobre a venda da Meo”
A execução é o foco da CEO da Meo, Ana Figueiredo: "Se criamos valor, criamos para o acionista presente e para o acionista futuro." Quanto vale a operadora? "Aquilo que alguém estiver disposto a dar."
A venda da Meo continua a ser a pergunta inevitável, e Ana Figueiredo não esconde algum cansaço com o tema: “Vou abrir uma garrafa de champanhe no dia em que ninguém me perguntar sobre a venda da Meo”, ironiza, antes de recentrar a conversa na gestão da empresa. A CEO insiste que “decisões acionistas competem ao acionista” e que a administração está focada em executar o plano estratégico, tornar a empresa “mais robusta” e garantir solidez operacional, competitiva e financeira.
Mesmo num contexto em que Patrick Drahi, o acionista, retirou a Altice Portugal do alcance dos credores e acaba de concluir a venda da SFR em França, Ana Figueiredo rejeita que a possibilidade da venda da Meo condicione a administração. Diz que a empresa investiu 1,8 mil milhões de euros nos últimos quatro anos e que nunca se sentiu limitada na execução do plano. “Se criamos valor, criamos valor para o acionista presente e para o acionista futuro”, afirma. Sobre quanto vale a Meo, evita avançar números: vale “aquilo que alguém estiver disposto a dar por um ativo único em Portugal” — ou, citando Drahi, a “Torre de Belém portuguesa”.
Publicado originalmente no ECO