Gigantes fogem da Huawei. Mas o que tanto assusta na empresa chinesa?
A Huawei consolidou um império e acabou apanhada no fogo cruzado das tensões comerciais entre EUA e China. A economia global está em causa nesta guerra mundial em que Portugal não é neutro.
Apanhada no fogo cruzado da guerra comercial, a Huawei corre o risco de sufocar aos poucos, perecendo às mãos das sanções desenhadas à medida pela Presidência dos EUA. A decisão da Google de deixar de fornecer tecnologia ao conglomerado chinês, apesar de entretanto suspensa, foi só a primeira pedrada num charco que, mais cedo ou mais tarde, poderá tornar-se um mar revolto e perigoso para uma das empresas asiáticas com maior presença na Europa.
Na madrugada de segunda-feira, a Reuters lançou a notícia de que a Google iria deixar de fornecer atualizações ao Android usado nos telemóveis da Huawei. Mais: a peça indicava que os próximos lançamentos da marca não teriam licença para usar aplicações básicas como o Gmail, o Maps e o YouTube. Também a Microsoft removeu silenciosamente os computadores da Huawei da sua loja online. E as fabricantes de processadores Intel e Qualcomm optaram igualmente por deixar de fazer negócios com a Huawei.
Publicado originalmente no ECO