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ECO · Reportagem ·

Uma enxada, uma motosserra e 20 litros de água. É assim que a tropa de elite combate os incêndios

Não são bombeiros, mas também arriscam a vida. São sapadores profissionais na frente das chamas, tentando evitar o pior. Reportagem no dia em que se assinala um ano da tragédia de Pedrógão Grande.

Nem só com água se apaga os incêndios. Quem arrisca a vida neles já sabe a lição de cor: cada um tem a sua identidade, o seu ADN. Por isso, extinguir as chamas exige mais do que isso. É preciso conhecer os dados, adivinhar para onde o fogo vai, levantar barreiras à sua propagação e avaliar bem os riscos. Também há que fazer escolhas. Escolhas difíceis. Estar na linha da frente é quase um jogo de probabilidades com vidas em jogo. Um espetáculo sem graça. Um filme bem real.

E nem só os bombeiros combatem as chamas. Outros profissionais são chamados ao terreno. É o caso dos sapadores florestais, transportados para a frente de incêndio de helicóptero. São como a tropa de elite do combate às chamas. Deixados à sorte do destino, de ferramentas nas mãos e muita carga às costas. Dividem-se em equipas de cinco elementos, coordenadas por um chefe mais experiente. Transportam pouco mais de 20 litros de água. Vão vestidos, da cabeça aos pés, de amarelo e verde. Abrem linhas de controlo no meio do mato para tentar travar o avançar do fogo. As circunstâncias ditam a necessidade: estão sempre preparados para o pior.

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Publicado originalmente no ECO

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