Órgão (̶i̶n̶)̶dependente
O Facebook deu mais um passo para implementar um órgão "independente" capaz de decidir que conteúdos saem ou ficam na rede social. Se não respeitar as decisões... não acontece nada.
O “Supremo Tribunal” do Facebook já tem “juízes” e começará a decidir casos “nos próximos meses”. Dois anos depois da promessa de Mark Zuckerberg, no rescaldo do escândalo da Cambridge Analytica, a empresa anunciou finalmente os nomes dos primeiros 20 membros que escolheu para este órgão “independente” — entre os quais o de Helle Thorning-Schmidt, uma ex-primeira-ministra dinamarquesa.
Com mais de 1,73 mil milhões de utilizadores diários, o Facebook é cada vez mais uma experiência real, quase absurda, do que pode acontecer quando uma empresa concentra tanto ou mais poder do que as principais potências mundiais. Com a agravante de haver uma quase inexistência de responsabilização, ao contrário do que acontece com os governos democráticos, sujeitos a escrutínio e a um mínimo de transparência.
Publicado originalmente no ECO