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Como vamos travar o próximo ciberataque da IA?

Modelos da OpenAI 'fugiram' do laboratório e executaram um ataque, mas foram travados com IA. O próximo ciberataque 'agêntico' poderá ser mais silencioso do que o primeiro. E não deixar rasto.

Mais do que surpresa, o caso dos modelos da OpenAI que invadiram a plataforma Hugging Face para fazer batota num exame exige reflexão. Aquele que pode bem ficar para a História como o primeiro ciberataque ‘agêntico’ foi inicialmente detetado e travado pela própria vítima, também com a ajuda de inteligência artificial (IA). Mas o próximo ciberataque deste tipo poderá ser diferente.

Apesar de insólito, o ataque não foi totalmente bem-sucedido, tendo sido identificado e mitigado. Mas só assim foi porque do outro lado estava uma empresa com muito capital e uma experiente equipa de cibersegurança, munida da mesma tecnologia que acabou por ter de combater. Segundo a Hugging Face, o primeiro alerta de que algo de estranho se passava foi dado por um sistema de IA. A empresa também usou IA para compreender o que estava a acontecer, o que lhe permitiu “fazer em horas o que normalmente levaria dias e equiparar a velocidade do adversário”.

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Publicado originalmente no ECO

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